Dividindo-se entre perversão e lirismo, Lua de Fel, obra-prima de Roman Polanski, é narrado em flashbacks pelo escritor americano Oscar (Peter Coyote), um irreverente homem paraplégico de meia-idade, ao britânico conservador Nigel (Hugh Grant). As confidências detalhadas do primeiro revelam a natureza do relacionamento entre este e uma envolvente mulher, Mimi (Emmanuelle Seigner), com quem viria a se casar. Intrigado, Nigel vê-se então envolvido num frenesi alegórico de emoções intensas e jogos sexuais.
No tempo presente, a história se passa em um cruzeiro, de Instambul a Bombai, onde o britânico e sua esposa, Fiona (Kristin Scott Thomas) celebram 7 anos de casamento. Oscar, por sua vez, viaja com Mimi, e o encontro entre os dois casais gera uma sequência de eventos pertubadores e irreversíveis. Os flashbacks revelam Paris como cenário, onde a narrativa de Oscar revela um microcosmo da universal relação homem-mulher.
"Lua de Fel" é ousado e irresistível ao navegar entre paixão, indiferença e, por fim, sadismo, e Polanski brilha com uma direção de ritmo crescente, em paralelo à intensidade do relacionamento narrado.
amor que nunca existiu
2 semanas atrás
4 comentário(s):
Mimi é exemplo de vida. E acho que uma dos elementos que mais me chama a atenção nesse filme é o clima criado pela trilha sonora. Unique.
O sadismo sem dúvida é o ponto forte da trama, para além dos jogos sexuais. Não me lembra aos ouvidos da trilha sonora...a visualidade no humano se ressalta irremediavelmente, não tem jeito! haha
Mas foi muito bom vê-lo em sua companhia, Pat ^^
Agora acho que consigo comentar:
esse filme é terrivelmente belo!
humano, estranho, possível, sexy, perverso.
pat, sempre que leio suas criticas quero assistir aos filmes. humm!
posta mais logo!
:*
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